O governo não se alicerça na clareza, mas no domínio absoluto.
A Gênese do Conselho Quadra Pilar
As origens do conselho remetem a 40-60 anos antes da Jihad. Inicialmente, sua função era equilibrar as intrigas das 21 Famílias, criando o exército dos Quimeras como uma força de pacificação. Na época, os Lizark ainda detinham a consagração; eles eram os juízes e divisores, responsáveis pela criação do Primeiro Senado (Primus S’tus .•. P’ska).
Desse senado surgiram os Primeiros Mestres (Primus Meranos .•. Pranos), representantes das famílias que precisavam seguir critérios rigorosos: ter mais de 25 anos, experiência em guerrilha global e domínio das Alquimias ou Cinetismo. Acima de tudo, exigia-se o agnosticismo absoluto dentro da câmara; a fé era um assunto externo, jamais político.
O Pós-Jihad e a Ascensão do LanQ’Tar
Com a queda dos Lizark e o desaparecimento de diversas linhagens (restando apenas entre 6 a 8 famílias), a estrutura de poder mudou. O desastre foi creditado aos Lizark e a antiga Monarquia Nepotista foi desmantelada. Em seu lugar, surgiu oficialmente o Qwiva LanQ’Tar (Conselho Quadra Pilar).
Sob esta nova bandeira, os Quimeras foram reformulados como Gibborim. Escolas de engenharia de guerrilha, as Qwy’Tax, foram fundadas com um único propósito: garantir que nenhum novo ditador — como Aghamon de Ywsion ou S’Kar de Arcadia — pudesse desafiar o novo status quo.
As Escolas de Domínio Biológico
O controle agora é técnico e genético:
• Qwy’Selen: Administração genética responsável por criar Gh’airos artificiais. Aqui operam as Acólitas de Prata, funcionárias de alta nobreza, educadas e protegidas, que mantêm a Presciência sob controle rigoroso para o uso do Estado.
• YvaQ Hilus-Nuh’sia: O engenho de produção da Seiva Hialina e carapaças de Nurhindra. É o pulmão econômico do mundo.
O Conselho opera de um continente oculto, forjado por deformações gravimagnéticas, onde os líderes se reúnem a cada seis meses para decidir o destino das massas que sequer sabem onde seus senhores habitam.
Curiosidade Litúrgica: A Insultuosa Linguagem do Poder
O nome Qwiva LanQ’Tar carrega um simbolismo de rebeldia linguística.
• Qwiva: O prefixo Qw remete à união ("nosso/vosso"), enquanto o i em Iva é um disfarce estratégico para sugerir um controle unificado, camuflando o domínio absoluto.
• LanQ’Tar: Um erro de escrita proposital. Enquanto a norma correta dos Lizark seria Lan’Tar (Quadra Pilar), o Conselho inseriu o Q para representar o Quatrus. É uma forma de dizer: "Estamos acima da sua linguagem. Somos superiores aos falhos Lizark até na gramática".
"Reconhecei a hora do Compassivo quando Deus se calar; seu legado é tão frágil quanto o humor da multidão que o derruba. Mas para os Radicais, o céu clama por sua morte — e nesse clamor, eles se tornam imortais. Pois enquanto a serventia do manso é esquecida no túmulo, o rastro de fogo dos tiranos marca a história para sempre. Apenas o Radical será adorado como o novo Deus."
"Quando o governo desdenha o hedonismo do povo, a religião deles o derrubará; quando o governo não equilibra a fé com a lógica dos Cínicos, o tempo o apagará; se equilibras mas falhas em ser firme no poder, tua fraqueza será vil perante as massas e elas te destronarão com a mesma mão que um dia lhes estendeste; quando política e religião habitam o mesmo altar, qualquer discórdia será heresia."
— Dissertações para Política Teológica do Qwiva LanQ’Tar